Ganha mais quem fala inglês ou fala inglês quem ganha mais?

Ganha mais quem fala inglês ou fala inglês quem ganha mais?

Uma pesquisa realizada pela Catho, site de empregos líder no país, mostrou o peso que a fluência em um segundo idioma pode ter no salário do profissional brasileiro. Em cargos de coordenação, por exemplo, uma pessoa que fala inglês pode ganhar até 61% a mais do que um trabalhador que tem apenas conhecimento básico no idioma.

Segundo a 52ª edição da Pesquisa Salarial da Catho, em cargos de diretoria, a diferença de salário entre alguém que fala inglês fluentemente e um profissional que não tem essa habilidade é de 42%.

Para os cargos de gerência, supervisão, profissionais júnior/pleno/sênior e assistente/auxiliar/operacionais, a diferença é de 57%, 43%, 45% e 18%, respectivamente.

De acordo com a Pesquisa Salarial da Catho, no nível de diretoria, 42% dos profissionais tem inglês avançado. Já nas posições de gerência, coordenação e supervisão, esse percentual cai para 29%, 19% e 18%, respectivamente. Quanto mais alto o nível hierárquico, maior o percentual de pessoas que dominam o idioma.

Com dimensões continentais, o Brasil está bem distante de seus vizinhos, ao contrário da Europa, por exemplo, que tem os países fronteiriços mais próximos, permitindo uma troca frequente de cultura, sotaques e idiomas. Outro ponto importante é o fato de o brasileiro viajar pouco para o exterior e o ensino de línguas deficitário completa a tríade maliciosa.

Em tempos de recessão a concorrência torna-se mais acirrada no mercado de trabalho e o domínio do idioma mais falado no mundo pode representar a grande reinvenção da roda. Há uma grande oferta de serviços, mas será que basta se matricular em uma escola?

O inglês ainda é o idioma mais demandado, é a língua franca do nosso planeta, e quem tem proficiência pode ter uma vantagem competitiva não só na hora de conseguir um emprego, mas também, na indicação para uma promoção.

Na pesquisa ‘O Ensino de Inglês na Educação Pública Brasileira’, realizada pelo British Council – organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais – os desafios para o ensino do inglês são muitos e têm diversas origens, sejam institucionais, formativas, ligadas à infraestrutura das escolas ou mesmo à vulnerabilidade social das famílias atendidas pelo sistema público.

Se essas mudanças fossem implementadas de imediato, ainda seriam necessárias algumas gerações para mudar esse quadro. Por esta razão, a oferta de cursos de inglês e outros idiomas é farta.

Conhecimento em espanhol

O estudo feito pela Catho também levou em consideração o impacto do conhecimento de espanhol na remuneração dos profissionais brasileiros. Segundo a Pesquisa, no nível de coordenação, um trabalhador fluente no idioma pode ganhar até 54% a mais do que um que tem apenas o conhecimento básico.

Já nos cargos de diretoria, gerência e supervisão, a diferença salarial com base na fluência em espanhol é de 50%, 51% e 38%, nesta ordem. No caso de profissionais júnior/sênior/pleno e assistentes/auxiliares e operacionais, falar espanhol pode significar uma remuneração até 21% e 13%, respectivamente, segundo a Pesquisa Salarial da Catho.

Segundo a Pesquisa, a participação de profissionais com nível avançado de espanhol é de 26% em posições de diretoria. Assim como ocorre em relação ao inglês, a participação de profissionais com conhecimento no idioma é maior em cargos de liderança. Ainda assim, há uma diferença importante em comparação com o conhecimento de inglês detido por quem ocupa cargos de diretoria, gerência e coordenação, entre outros.